10 de dez de 2013

Natal é amor



Relendo o livro Feliz por nada de Martha Medeiros encontrei este texto: "Natal é amor."
Será se não melhor esperar o Natal

    "Lembro que uma amiga minha e o marido decidiram se separar numa linda noite estrelada de novembro, e a primeira providência foi manter tudo como estava até que passasse o Natal. Bem pensado. Não havia razão para entristecer as crianças na véspera de uma data tão significativa. Natal é amor e família reunida, por que estragar o encanto? Tiveram sua noite feliz. Felicíssima. Em agosto passado uma outra amiga me confidenciou que estava se divorciando. Lamentei por eles, ofereci ombro,aquela coisa toda, e ai ela me contou que iriam esperar o Natal para contar aos filhos e se separarem de fato. Espera ai: seriam quatro meses até o natal. E o filho já tinha dezenove anos.
      Fiquei  pensando que essa história de "esperar o natal"é o último prazo para mudar de ideia. separar-se é uma atitude tão radical, tão difícil e tão protelada, que o Natal virou uma saída: o casal põe os pingos nos is, diz que nunca mais, que terminou, porém, sem certeza absoluta do que está fazendo, estabelecer que a separação, por enquanto, vai ficar secreta, até que a passagem do Natal libere cada um para seguir nova vida. Até lá, serão diplomáticos e honrarão as aparências, ou seja: para que os filhos não reparem, continuarão a dormir no mesmo quarto e a ser gentis como nunca foram.
      Não duvide: em abril algum casal sentará na sala para ter aquela conversa difícil e definitiva , e depois de pesarem prós e contra, fazerem acusações mútuas e concluírem que não dá mais, irão dormir chorando e, no dia seguinte, avisarão parentes e amigos que o casamento acabou. Aí é só dar um tempo para procurar outro apartamento e se acostumar com a ideia. Enquanto isso, a folhinha do calendário passará por maio, junho, julho e, chegando em agosto, ora, nada mais sensato que esperar as festas de fim de ano.
     O Natal é o maior aliado dos casais indecisos".





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